Juízes do trabalho vão ter de presidir audiências um dia a mais na semana, e não apenas três. Parte de um dia terá de ser dedicada ao atendimento a advogados. Essas são algumas diretrizes estabelecidas no relatório da correição feita no Tribunal Regional do Trabalho 1ª Região (TRT-1ª Região) pelo ministro Carlos Reis de Paula, corregedor-geral da Justiça do Trabalho. As metas foram expostas em documento de 17 páginas que levou em consideração reivindicações da Comissão da Justiça do Trabalho, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ). Em uma delas, o magistrado determinou que seja apurada denúncia de que juiz daria aula em horário de expediente.
Na avaliação geral, o corregedor-geral aprovou o funcionamento da Justiça do Trabalho do Rio. No ano passado, foram recebidos no TRT 1ª Região 48.377 processos e realizadas 521 sessões de julgamento. "Considerando o número de trabalho, o prazo é razoável", avaliou Carlos Reis de Paula. No Rio, a Justiça do Trabalho tem 133 varas, espalhadas nos 92 municípios, com 275 juízes - 233 deles em exercício, o que equivale à quarta posição no País. Atualmente há um concurso em andamento. Até agora, 75 candidatos foram aprovados.
Para o presidente da Comissão da Justiça do Trabalho da OAB-RJ, Ricardo Menezes, a correição do ministro de segunda à quinta foi um marco na Justiça do Trabalho do Rio. "Boa parte das nossas reivindicações foi atendida. Ainda conseguimos que o ministro se comprometesse a melhorar o sistema de informação disponibilizado na internet pelo TRT", avaliou Menezes.
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