O jogador do Botafogo, Paulo Rogério Reis Silva, conhecido como Somália, foi ouvido nesta quarta-feira (19), no 9º Juizado Especial Criminal, na Barra da Tijuca, zona norte do Rio. Somália aceitou a pena proposta pelo Ministério Público, que consiste na compra de materiais escolares e gêneros alimentícios para as vítimas da tragédia que atingiu a região serrana do Rio de Janeiro, no valor total de 50 salários mínimos, ou R$ 22 mil.
Até o próximo dia 27, o jogador deverá entregar R$ 6.000 em material escolar, como mochilas, estojos, uniformes escolares completos da rede pública e gêneros alimentícios a serem entregues no cartório do Juizado da Infância, Juventude e Idoso da Comarca de Teresópolis, e mais R$ 6.000 em cestas básicas com gêneros alimentícios de primeira necessidade, a serem entregues no Instituto de Educação de Nova Friburgo.
Até o dia 24 de fevereiro, deverá entregar R$ 2.500 em sacos de leite em pó e fraldas descartáveis de criança, tamanhos P, M e G, a serem entregues no cartório do Juizado da Infância, Juventude e Idoso da Comarca de Teresópolis, mais R$ 2.500 em cestas básicas com gêneros alimentícios de primeira necessidade a serem entregues no Instituto de Educação de Nova Friburgo. Os mesmos produtos deverão ser entregues, novamente, até o dia 24 de março, nos locais acima. O jogador deverá apresentar os recibos de entrega e a nota fiscal de todas as compras, que totalizarão R$ 22 mil.
Em caso de descumprimento por parte do jogador, o processo penal voltará a correr normalmente.
Somália é acusado de fazer falsa comunicação de crime porque, no dia 5 deste mês, ele prestou queixa em uma delegacia alegando ter sofrido um sequestro-relâmpago. Mas, imagens do circuito interno do prédio onde ele mora mostraram que o jogador estava em casa na hora do suposto sequestro.
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